Havaianas x Gimaguas: a colaboração que redefine o status das flip-flops no mercado fashion
- JURÍDICO FASHION

- 8 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
A colaboração entre Havaianas e Gimaguas retorna em 2025 com uma proposta que ultrapassa a estética e entra no território estratégico, cultural e jurídico do mercado da moda. Ao transformar o chinelo tradicional em um híbrido experimental — combinando o solado clássico das Havaianas a leg warmers de couro com ilhoses metálicos — a parceria reafirma que as flip-flops evoluíram de acessório funcional para peça de expressão e estilo, agora presente em todas as estações do ano.
Imagem/reprodução: divulgação
Essa colaboração não ocorre isoladamente. O movimento global de valorização das flip-flops, que ganhou força quando o modelo da Havaianas entrou na lista de “Hottest Items” do Lyst Index, mostra que artigos antes considerados simples podem se tornar plataformas de inovação, performance estética e reposicionamento de marca. A adesão de celebridades como Alex Consani, Alexa Chung, Charli XCX e Kylie Jenner intensificou o fenômeno, impulsionando viralizações e até interpretações DIY, ampliando o impacto cultural das duas primeiras colabs entre as marcas.
Na terceira edição, lançada como uma coleção limitada a €150, Havaianas e Gimaguas ampliam esse diálogo ao propor um design que provoca a sazonalidade, rompe expectativas e insere o chinelo no universo experimental contemporâneo. O uso do couro, material inesperado para um item associado ao verão, desafia as fronteiras entre o utilitário e o urbano, reforçando a tendência dos calçados híbridos que vem sendo observada também em colaborações como ASICS SportStyle x SHUSHU/TONG.

E onde o Direito da Moda entra nessa discussão?
Parcerias desse porte são laboratórios perfeitos para compreender a importância jurídica das colaborações comerciais. A união de duas marcas envolve contratos de co-branding, cláusulas que definem responsabilidades criativas e comerciais, acordos de licenciamento, compartilhamento de direitos autorais, proteção de design, definição de território de venda, segurança contra plágio e prevenção de conflitos de marca. A estética experimental das peças, especialmente quando envolve assinatura visual marcante — como o uso de leg warmers de couro acopladas às flip-flops — transforma o design em ativo estratégico que precisa ser juridicamente protegido.

Além disso, edições limitadas exigem atenção às diretrizes de exclusividade, controle de qualidade, prazos de distribuição e mecanismos de proteção contra falsificações, cada vez mais frequentes em lançamentos virais. A colaboração também impacta diretamente no brand equity, exigindo alinhamento cuidadoso entre identidade, reputação e narrativa das duas empresas envolvidas.
Ao consolidar o chinelo como item de desejo, Havaianas x Gimaguas expandem não apenas a estética das flip-flops, mas também o debate jurídico que cerca as colaborações contemporâneas. É um exemplo claro de como moda, estratégia comercial e Direito da Moda caminham juntos — da criação ao mercado, passando pela proteção legal que sustenta cada etapa do processo.
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