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Do chinelo ao ícone global: o que o sucesso da Havaianas e da Saint Laurent ensina sobre PI, branding e coerência jurídica na moda

A Havaianas acaba de alcançar um marco histórico ao liderar o ranking global de produtos mais desejados do mundo no terceiro trimestre de 2025, segundo o Lyst Index — um dos relatórios mais influentes da indústria da moda, que compila dados de busca, interação e vendas globais.


Do chinelo ao ícone global: o que o sucesso da Havaianas e da Saint Laurent ensina sobre PI, branding e coerência jurídica na moda
Imagem/reprodução: Pinterest

Mais do que uma vitória comercial, trata-se de uma conquista simbólica para o made in Brazil, que confirma o poder de uma gestão de marca sólida e juridicamente estruturada. O reposicionamento internacional da Havaianas transformou o tradicional chinelo de borracha — antes símbolo de simplicidade — em um ativo de luxo acessível, resultado de décadas de construção de propriedade intelectual estratégica, licenciamento controlado e expansão global juridicamente orientada.


Entre as marcas de luxo, a Saint Laurent também ganha destaque ao liderar pela primeira vez o ranking de grifes, impulsionada pelo sucesso do Le Loafer, o segundo produto mais desejado do trimestre. O posicionamento da maison reflete uma coerência rara: estilo atemporal, identidade estética consistente e narrativa de marca consolidada — todos elementos que, sob a ótica jurídica, se traduzem em proteção de imagem comercial, defesa de trade dress e valorização de marca.


O Lyst Index reforça uma tendência contemporânea: as marcas que mais crescem são aquelas que têm clareza sobre sua identidade e a protegem juridicamente. A coerência estética precisa caminhar lado a lado com a coerência jurídica — desde o registro de marca até a definição de contratos de licenciamento, franchising e colaboração artística.


No caso da Havaianas, o êxito global não seria possível sem uma estratégia jurídica robusta que garantisse exclusividade sobre seu design, autenticidade no uso de elementos culturais brasileiros e controle sobre a expansão de sua imagem no exterior.


Em um mercado em que a originalidade é capital simbólico e jurídico, a força das marcas que “sabem quem são” não se sustenta apenas na comunicação — mas na solidez dos direitos que as protegem.


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