FARM fecha mais de 130 lojas por 48 horas e transforma estratégia comercial em narrativa de marca
- JURÍDICO FASHION

- 24 de jan.
- 2 min de leitura
A decisão da FARM de fechar temporariamente mais de 130 lojas físicas em todo o Brasil por um período de 48 horas, às vésperas do lançamento de sua coleção 2026, ultrapassa a esfera do marketing e revela importantes reflexos jurídicos no varejo de moda. A ação, motivada pela redução significativa dos estoques após recordes de vendas no fim de 2025, demonstra como planejamento comercial, logística e compliance caminham juntos no setor fashion.

Ao comunicar o fechamento por meio de uma mensagem bem-humorada nas vitrines, a marca adotou uma estratégia de comunicação transparente e alinhada ao Código de Defesa do Consumidor, evitando interpretações equivocadas sobre interrupção de serviços ou falhas operacionais. Informar claramente o motivo do fechamento e manter ativos os canais digitais foram medidas essenciais para mitigar riscos jurídicos relacionados à frustração de expectativas do consumidor.
Do ponto de vista do Direito da Moda, o caso também destaca a importância da gestão jurídica do estoque e da cadeia de suprimentos. Altos volumes de venda, embora positivos financeiramente, exigem contratos bem estruturados com fornecedores, planejamento logístico eficiente e cláusulas que prevejam picos de demanda, evitando desabastecimento prolongado ou descumprimento de prazos comerciais.
Além disso, a manutenção do e-commerce e do aplicativo durante o fechamento físico reforça a relevância da estratégia omnichannel, que envolve desafios jurídicos próprios, como a uniformidade de políticas de troca, devolução, prazos de entrega e atendimento ao consumidor entre plataformas físicas e digitais. A coerência entre esses canais é essencial para garantir segurança jurídica e confiança na marca.
Por fim, o episódio evidencia como decisões estratégicas no varejo de moda precisam ser acompanhadas de assessoria jurídica especializada. O fechamento coordenado de lojas, mesmo que temporário, envolve aspectos trabalhistas, consumeristas, contratuais e reputacionais. Quando bem conduzido, como no caso da FARM, o movimento não apenas evita riscos legais, como fortalece o posicionamento da marca e antecipa o novo ciclo de lançamentos de forma organizada e estratégica.
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