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Fashion Law & publicidade: quando storytelling, imagem e contrato se encontram na nova campanha da Marc Jacobs com Rachel Sennott

A nova campanha da Marc Jacobs marca uma mudança relevante na forma como as marcas de moda se comunicam. Ao lançar “The Scene”, um microdrama estrelado e roteirizado por Rachel Sennott, a marca inaugura a plataforma “Question Marc”, baseada em storytelling contínuo para redes sociais.


Fashion Law & publicidade: quando storytelling, imagem e contrato se encontram na nova campanha da Marc Jacobs com Rachel Sennott
Imagem/reprodução: divulgação

Mais do que uma campanha, trata-se de uma produção audiovisual com elementos cinematográficos, personagens e narrativa estruturada. Nesse contexto, o produto — a Scene Bag — deixa de ocupar o centro explícito da publicidade e passa a integrar a história de forma orgânica. Essa mudança de linguagem traz implicações jurídicas relevantes no âmbito do Direito da Moda.


O primeiro ponto envolve os direitos autorais. Ao participar como roteirista, Rachel Sennott não apenas empresta sua imagem, mas também sua criação intelectual. Isso significa que o roteiro, os diálogos e a estrutura narrativa são protegidos por direitos autorais, exigindo contratos claros de cessão ou licenciamento desses direitos para a marca.


Outro aspecto fundamental é o direito de imagem. A utilização da imagem de uma figura pública em campanhas publicitárias sempre depende de autorização expressa e detalhada, que deve delimitar formas de uso, duração da campanha, territórios de veiculação e possíveis desdobramentos futuros do conteúdo.


Fashion Law & publicidade: quando storytelling, imagem e contrato se encontram na nova campanha da Marc Jacobs com Rachel Sennott
Imagem/reprodução: divulgação

No caso de campanhas seriadas, como a proposta da “Question Marc”, essa questão se torna ainda mais sensível. A continuidade da narrativa pode implicar novos usos da imagem e da obra, exigindo previsões contratuais que antecipem expansões do projeto.


Além disso, há uma interseção importante com o Direito do Entretenimento. Produções como “The Scene” se aproximam de obras audiovisuais tradicionais, o que envolve não apenas a atriz principal, mas também elenco secundário, equipe criativa, trilha sonora e direção. Cada elemento pode gerar direitos próprios, que precisam ser devidamente negociados e regularizados.


Outro ponto relevante diz respeito à publicidade velada ou indireta. Ao integrar o produto à narrativa de forma sutil, a marca precisa observar normas de transparência publicitária, especialmente em ambientes digitais, garantindo que o consumidor consiga identificar que se trata de conteúdo com finalidade comercial.


A estratégia adotada pela Marc Jacobs reflete uma tendência crescente no mercado: o uso do entretenimento como linguagem de marca. No entanto, quanto mais sofisticada e híbrida for a comunicação, maior será a necessidade de uma estrutura jurídica robusta para sustentar o projeto.


Assim, a campanha com Rachel Sennott exemplifica como o Direito da Moda se expande para dialogar com áreas como propriedade intelectual, direito de imagem e direito do entretenimento, garantindo segurança jurídica em um cenário criativo cada vez mais complexo.


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