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Ben Gorham deixa a Byredo: quando a saída de um fundador exige estrutura jurídica

Atualizado: 26 de jul. de 2025

Ben Gorham, criador da grife de perfumes Byredo, anunciou publicamente que está pronto para novos desafios. O comunicado, feito de maneira discreta em sua página no LinkedIn, marca o encerramento de um ciclo iniciado em 2006, quando fundou a marca como um autodidata apaixonado por fragrâncias e design minimalista.

Com uma trajetória marcada por colaborações inovadoras, como a coleção com Virgil Abloh e projetos com marcas de outdoor, Gorham transformou a Byredo em uma referência internacional no segmento de luxo alternativo.


Ben Gorham deixa a Byredo: quando a saída de um fundador exige estrutura jurídica
Imagem/reprodução: Ben Gorham

Desde 2022, a Byredo passou a integrar o portfólio da gigante espanhola Puig, que primeiro adquiriu participação majoritária da Manzanita Capital e, posteriormente, comprou a totalidade da marca. A transação teria avaliado a Byredo em quase 1 bilhão de euros e marcou uma nova fase de expansão e consolidação global.


Do ponto de vista do Direito da Moda, a saída de Ben Gorham não é apenas uma questão criativa. Ela envolve camadas jurídicas estratégicas que merecem atenção. Quando um fundador deixa a marca que idealizou, entram em cena cláusulas de transição, acordos de confidencialidade, disposições sobre uso de imagem e, em muitos casos, cláusulas de não concorrência. Esses contratos visam proteger tanto a empresa que permanece quanto o criador que se despede, equilibrando os interesses de propriedade intelectual, reputação e liberdade criativa.


Além disso, em um cenário cada vez mais pautado por investimentos e aquisições no setor da moda e da beleza, a governança contratual se torna elemento-chave para garantir que marcas fundadas com forte identidade pessoal possam sobreviver, e até prosperar, sem a presença ativa de seus criadores.


A Byredo, que hoje também atua com óculos, cosméticos e artigos em couro, continuará sob o comando do grupo Puig, ao lado de marcas como Charlotte Tilbury, Jean Paul Gaultier e Dr. Barbara Sturm. Já Ben Gorham segue livre para iniciar novas histórias, que certamente terão reflexos não só na indústria criativa, mas também no universo jurídico da moda.


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