Polo Ralph Lauren + Ron Herman lançam coleção monocromática: o luxo é básico
- JURÍDICO FASHION

- 20 de jan.
- 2 min de leitura
A nova colaboração entre a Polo Ralph Lauren e a Ron Herman, intitulada “Black Garment Dye”, reafirma o poder do design minimalista como estratégia de luxo e posicionamento de marca. A coleção aposta em uma estética monocromática sofisticada, alinhada ao conceito de stealth wealth, na qual o valor não está na ostentação, mas na qualidade dos materiais, no acabamento e na narrativa silenciosa de exclusividade.

As peças apresentam um tingimento preto profundo, com lavagem leve que cria um aspecto naturalmente vivido, além de tecidos Oxford exclusivos, ferragens customizadas e etiquetas de co-branding cuidadosamente integradas. O icônico Polo Pony aparece de forma quase imperceptível, demonstrando que a força de uma marca consolidada prescinde da exposição explícita para manter seu reconhecimento e valor simbólico.
Sob a ótica do Direito da Moda, a collab ilustra de forma clara a relevância dos contratos de co-branding e licenciamento de marca. Parcerias desse porte exigem cláusulas precisas sobre uso de signos distintivos, controle criativo, padrões de qualidade, distribuição, exclusividade territorial e preservação da identidade de cada marca envolvida. A decisão estética de suavizar a presença do logo não enfraquece a proteção jurídica, mas reforça o caráter estratégico da marca como ativo intangível.
Além disso, a coleção dialoga com um movimento contemporâneo de consumo mais consciente e seletivo, no qual o pertencimento a um grupo restrito se constrói por códigos visuais sutis. Esse fenômeno impacta diretamente a forma como marcas estruturam suas estratégias jurídicas, especialmente no combate à concorrência desleal, à diluição marcária e à reprodução indevida de conceitos estéticos associados ao luxo silencioso.
A menção a outras colaborações da Polo Ralph Lauren, como a parceria com a New Era em homenagem ao New York Yankees, reforça a importância da gestão contínua de ativos de propriedade intelectual. Bonés, bordados, emblemas e referências esportivas exigem autorizações específicas, acordos de licenciamento cruzado e atenção especial à proteção de marcas registradas e direitos autorais envolvidos nas criações.
Nesse contexto, a coleção “Black Garment Dye” vai além do vestuário e se apresenta como um exemplo de como moda, branding e Direito caminham juntos. O luxo contemporâneo não está apenas no produto final, mas na construção jurídica que sustenta sua exclusividade, sua autenticidade e seu valor no mercado global.
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