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Pandora lidera ranking global de sustentabilidade e redefine os padrões jurídicos da moda contemporânea

A Pandora foi eleita a marca de consumo mais sustentável do mundo e a segunda empresa mais sustentável em nível global, segundo o ranking Global 100 de 2026, divulgado pela consultoria canadense Corporate Knights durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. O reconhecimento não é apenas simbólico: ele reflete uma transformação estrutural profunda na forma como a empresa organiza sua cadeia produtiva, sua governança e suas obrigações jurídicas no mercado global da moda e do luxo.


Pandora lidera ranking global de sustentabilidade e redefine os padrões jurídicos da moda contemporânea
Imagem/reprodução: Pandora

A joalheria passou a utilizar exclusivamente prata e ouro reciclados em todas as suas peças, substituiu diamantes tradicionais por diamantes cultivados em laboratório, produzidos com eletricidade de fonte renovável, e alcançou 100% de uso de energia limpa em suas unidades de produção. Segundo os dados divulgados, desde 2019 a receita da empresa cresceu 49%, enquanto suas emissões totais de CO₂ caíram 17%, evidenciando que a adoção de práticas sustentáveis não comprometeu o desempenho econômico, mas o fortaleceu.


Sob a perspectiva do Direito da Moda, o caso Pandora é um exemplo concreto de como a sustentabilidade deixou de ser uma narrativa aspiracional para se tornar uma obrigação jurídica e estratégica. A decisão de utilizar apenas metais reciclados e diamantes laboratoriais impacta diretamente contratos de fornecimento, exigindo cláusulas específicas de rastreabilidade, certificação de origem, auditoria ambiental e responsabilidade compartilhada ao longo da cadeia produtiva. Esses elementos são hoje essenciais para mitigar riscos legais, reputacionais e regulatórios.


Além disso, a adoção integral de energia renovável e a redução comprovada de emissões dialogam diretamente com o avanço das normas de compliance ambiental, com as exigências de disclosure ESG e com a responsabilidade das marcas frente a investidores, consumidores e órgãos reguladores. Rankings como o Global 100 não avaliam apenas intenções, mas dados verificáveis, o que reforça a importância de estruturas jurídicas sólidas capazes de sustentar essas práticas no longo prazo.


Outro ponto relevante é o impacto da sustentabilidade no posicionamento de marca e na proteção dos ativos intangíveis. No setor da moda, reputação, imagem e confiança do consumidor são bens jurídicos valiosos. Estratégias sustentáveis bem estruturadas reduzem o risco de greenwashing, fortalecem a legitimidade da comunicação institucional e protegem a marca contra sanções administrativas, ações judiciais e crises reputacionais.


O caso Pandora demonstra, de forma clara, que o futuro da moda passa pela integração entre criatividade, inovação e responsabilidade jurídica. Sustentabilidade, hoje, é também uma decisão legal, que exige planejamento, governança e alinhamento entre estratégia empresarial e Direito da Moda.


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