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Maria Ruy Barbosa vende Ginger por mais de 30 milhões e destaca impactos jurídicos no mercado de moda

A Marina Ruy Barbosa concluiu a venda da marca de moda Ginger em uma operação avaliada em mais de R$ 30 milhões. O negócio marca uma nova fase para a empresa criada em 2020 e evidencia como marcas de moda associadas a figuras públicas podem se transformar em ativos empresariais relevantes dentro do mercado brasileiro.


Imagem/reprodução: Google
Imagem/reprodução: Google

A operação envolve a entrada de dois grupos empresariais com funções distintas dentro da nova estrutura. Um dos investidores, ligado ao setor farmacêutico, atua como parceiro financeiro da operação, enquanto o outro, com atuação no segmento de moda, assume papel estratégico na gestão e expansão da marca. O contrato firmado entre as partes inclui cláusulas de earn-out, mecanismo bastante comum em operações de fusão e aquisição. Nesse modelo, parte do valor final da transação fica condicionada ao desempenho futuro da empresa. Caso a Ginger atinja determinadas metas comerciais nos próximos anos, o valor recebido pela fundadora poderá ser ampliado.


A marca foi lançada em julho de 2020, em sociedade com a empresária Vanessa Ribeiro, durante o período inicial da pandemia de covid-19. No início, a operação era exclusivamente digital e voltada para vendas diretas ao consumidor por meio do comércio eletrônico. Com o crescimento do negócio e a consolidação da base de clientes, a Ginger começou a expandir sua presença no varejo físico. Em novembro de 2021, a empresa inaugurou uma pop-up store no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, movimento que marcou o primeiro teste da marca fora do ambiente digital.


Nos anos seguintes, a operação evoluiu para um modelo híbrido de distribuição, combinando e-commerce, lojas próprias e presença em multimarcas selecionadas. A empresa chegou a operar quatro lojas físicas em cidades estratégicas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, além de manter presença em cerca de cinquenta pontos de venda multimarcas.


A Ginger foi criada com proposta alinhada ao conceito de slow fashion, modelo de produção que busca menor volume de peças, maior durabilidade e transparência na cadeia produtiva. O nome da marca faz referência ao apelido “ginger”, utilizado para descrever pessoas de cabelo ruivo — característica associada à própria fundadora. Mesmo após a venda da participação societária, Marina Ruy Barbosa continuará vinculada ao projeto. O acordo prevê sua permanência em decisões estratégicas e criativas da marca, além da manutenção de sua imagem associada ao negócio.


Esse ponto é especialmente relevante sob a ótica do Direito da Moda. Quando uma marca nasce diretamente ligada à identidade de uma celebridade, a relação entre marca e imagem pessoal precisa ser formalizada por meio de contratos de licenciamento ou cessão de direitos de imagem. Esses instrumentos jurídicos definem como a imagem da fundadora pode continuar sendo utilizada, por quanto tempo e em quais contextos comerciais.


Além disso, operações de venda de marcas de moda normalmente passam por processos de due diligence, nos quais os investidores analisam registros de marca, contratos com fornecedores, acordos de distribuição, propriedade intelectual, estrutura societária e eventuais riscos jurídicos envolvidos no negócio. Outro aspecto relevante envolve a governança após a entrada de novos investidores. Contratos societários costumam definir mecanismos de tomada de decisão, composição do conselho, direitos de voto e limites de atuação de cada parte dentro da empresa.


O caso da Ginger ilustra uma tendência crescente no mercado contemporâneo: marcas fundadas por celebridades deixam de ser apenas extensões de imagem pessoal e passam a ser estruturadas como negócios escaláveis capazes de atrair investidores. No contexto do Fashion Law, esse tipo de operação demonstra como propriedade intelectual, governança societária, contratos de imagem e estratégias de expansão comercial se tornam elementos centrais na consolidação de marcas de moda no mercado.


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