Justin Bieber e Skylrk exploram novos horizontes com design de móveis
- JURÍDICO FASHION

- 3 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Justin Bieber surpreendeu ao apresentar no Instagram um protótipo de banco criado sob sua marca SKYLRK. Com curvas modernas e um ar futurista, a peça chama atenção por dialogar diretamente com a estética já adotada em roupas, tênis e acessórios da label.

Mais do que um experimento isolado, o banco representa um passo estratégico: a expansão da SKYLRK para o design de interiores. Esse tipo de movimento não é incomum no universo da moda. Marcas consolidadas no vestuário já exploraram territórios criativos adjacentes, como mobiliário, arte e decoração, para ampliar sua relevância cultural e se conectar de forma ainda mais profunda ao estilo de vida de seus consumidores.
Do ponto de vista jurídico, a iniciativa abre discussões relevantes no Direito da Moda. Ao migrar para o segmento de mobiliário, a SKYLRK passa a lidar com novas demandas legais, como contratos de design, acordos de produção industrial, gestão de direitos autorais sobre projetos criativos e, eventualmente, licenciamento de coleções. Além disso, há impactos na própria proteção marcária: é preciso avaliar se o registro da marca abrange categorias além do vestuário, garantindo exclusividade também no mobiliário.
Outro ponto interessante é a forma como Bieber escolheu apresentar o projeto: mostrando ao público não apenas o protótipo final em madeira, mas também o modelo inicial em espuma, usado para testar ergonomia e proporções. Essa transparência no processo criativo reforça a ideia de exclusividade e cria uma narrativa envolvente de bastidores, um recurso cada vez mais utilizado por marcas para engajar consumidores.
Ainda não está claro se o banco será colocado à venda ou se ficará restrito a um projeto experimental. Mas, independentemente da decisão, a ação já fortalece o posicionamento da SKYLRK como uma marca-laboratório, que ultrapassa os limites tradicionais do mercado da moda e explora novas fronteiras de expressão criativa.
O caso reforça uma tendência global: marcas que não se limitam a vender roupas, mas oferecem experiências completas que unem estética, estilo de vida e inovação. Para o Direito da Moda, isso significa lidar com uma indústria cada vez mais complexa, em que o multidisciplinar se torna a regra.
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