Hollywood no Rio: remake de “That Man From Rio”: contratos, imagem e licenciamento na indústria da moda e do entretenimento
- JURÍDICO FASHION

- 8 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
A atriz Sydney Sweeney, conhecida por Euphoria e Imaculada, será a estrela do novo remake de That Man From Rio, clássico francês de 1964, agora produzido pela Apple Original Films e dirigido por Justin Lin (Velozes e Furiosos). Ambientado no Rio de Janeiro, o longa traz uma releitura moderna de ação e comédia que busca unir o carisma da Cidade Maravilhosa com o dinamismo do cinema hollywoodiano.

O projeto não apenas marca o retorno do Brasil como cenário de grandes produções internacionais, mas também desperta reflexões jurídicas profundas sobre as intersecções entre moda, cinema e Direito. Em produções dessa escala, temas como contratos de imagem, licenciamento de locações, figurinos e propriedade intelectual tornam-se centrais. O uso de marcas, expressões culturais brasileiras e peças de vestuário em um contexto comercial global exige observância a tratados internacionais de copyright, além de atenção às normas locais de representação e publicidade.
Sob a perspectiva do Fashion Law, o figurino — muitas vezes negligenciado pelo público — é um dos elementos mais juridicamente sensíveis de uma produção. Cada peça pode envolver direitos de design, acordos de cessão entre estilistas e produtoras, além da necessidade de evitar infrações de marca registrada quando marcas reais aparecem na tela. Já no campo do Direito da Imagem, a reprodução de paisagens e elementos culturais brasileiros, como o Pão de Açúcar ou o calçadão de Copacabana, implica negociações com órgãos locais e garantias contratuais para evitar uso indevido de patrimônio cultural.
Além disso, a atuação de Sydney Sweeney como produtora executiva representa um movimento crescente de artistas que assumem o controle de suas carreiras também pelo viés jurídico e empresarial. Isso inclui negociações de royalties, participação nos lucros e cláusulas de creative control, que asseguram ao artista maior autonomia sobre a narrativa e a identidade de marca associada ao seu nome.
Essa retomada do Rio como cenário cinematográfico global também reforça a importância do Brasil no mapa jurídico e criativo do entretenimento. A integração entre direito, moda e cinema se consolida como um campo estratégico, exigindo profissionais preparados para lidar com questões contratuais internacionais, gestão de imagem e proteção cultural em um mercado cada vez mais globalizado e conectado.
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