Funcionários da Gucci ameaçam greve por falta de pagamento
- JURÍDICO FASHION

- 25 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
A Gucci, ícone da moda de luxo, está no centro de uma disputa trabalhista que envolve aproximadamente mil funcionários sindicalizados na Itália. O motivo é o não pagamento de um bônus de bem-estar social prometido para o período de 2022 a 2024. Mais de um ano após a promessa, a Kering — conglomerado francês que comanda a Gucci, além de marcas como Saint Laurent, Balenciaga e Bottega Veneta — ainda não cumpriu o acordo firmado com os sindicatos, o que levou à ameaça de greve nos setores de varejo e logística.

Esse caso evidencia como o Direito da Moda vai além de temas como propriedade intelectual e contratos de imagem, alcançando também o campo do direito trabalhista e coletivo. O descumprimento de obrigações pactuadas em acordos sindicais pode gerar paralisações, ações judiciais e comprometer a reputação de marcas que atuam em escala global. No setor da moda, onde a imagem é um dos maiores ativos, questões trabalhistas ganham ainda mais relevância, pois qualquer crise interna reverbera diretamente na percepção pública.
A situação se agrava diante do desempenho financeiro recente: as vendas da Gucci caíram 25% no segundo trimestre de 2025, totalizando € 1,46 bilhão, o que representa quase metade da receita da Kering. A instabilidade nas relações com os colaboradores, somada à queda na atratividade da marca, reforça a necessidade de estratégias que unam gestão empresarial e segurança jurídica.
No campo do Fashion Law, a disputa trabalhista da Gucci ilustra como a proteção de direitos sociais e o respeito a contratos coletivos são peças fundamentais para a sustentabilidade do negócio. Garantir a conformidade legal não é apenas uma obrigação, mas também um elemento estratégico para preservar a força e o valor de uma maison no cenário global.
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