China exige diplomas de influenciadores para conteúdos profissionais: lições para o mundo da moda
- JURÍDICO FASHION

- 27 de out. de 2025
- 2 min de leitura
O governo chinês lançou uma nova regulamentação que obriga influenciadores e criadores de conteúdo a comprovar diplomas acadêmicos ou certificações antes de publicar sobre temas considerados profissionais, como saúde, finanças, educação e direito. A medida, anunciada em 10 de outubro de 2025 pela Administração Estatal de Rádio e Televisão (NRTA) e pelo Ministério da Cultura e Turismo, tem como objetivo reduzir a disseminação de informações falsas ou imprecisas e aumentar a confiabilidade do conteúdo online.

As plataformas digitais serão responsáveis por verificar as credenciais dos influenciadores. Aqueles que descumprirem as regras poderão ser multados em até 100 mil yuans (aproximadamente 14 mil dólares) ou ter suas contas encerradas. Conteúdos regulamentados deverão apresentar rótulos claros indicando se o autor é certificado, aumentando a transparência e a confiança do público.
Essa mudança levanta uma reflexão importante para o universo da moda e do Direito da Moda: profissionais que compartilham conhecimento jurídico, estratégico ou empresarial nas redes sociais precisam ter base técnica sólida e comprovar a veracidade das informações. Designers, empresários, influenciadores e até estudantes que comentam sobre contratos, licenciamento de marcas, proteção de propriedade intelectual ou compliance no setor de moda devem entender que a divulgação de conteúdo especializado exige responsabilidade e ética profissional, sob pena de gerar desinformação ou até implicações legais.
Além disso, a regulamentação chinesa evidencia a crescente atenção de governos e plataformas digitais à qualidade e à verificação de informações, reforçando a necessidade de profissionais do setor de moda estarem atentos ao direito digital, responsabilidade civil e propriedade intelectual, garantindo que o conteúdo compartilhado seja confiável e juridicamente embasado.
Embora a medida tenha gerado debates sobre liberdade de expressão, a lição para o mundo da moda é clara: compartilhar conhecimento sem respaldo técnico pode prejudicar reputação, gerar problemas legais e impactar a credibilidade do profissional ou da marca.
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