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Veste S.A. lidera presença feminina na alta gestão e reforça a relação entre moda, governança e Direito

O reconhecimento da Veste S.A. como a empresa com maior presença feminina na alta gestão, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas em parceria com o Datafolha, revela um movimento cada vez mais relevante na indústria da moda: a consolidação da diversidade como elemento estrutural de governança corporativa. Em um universo de mais de 400 organizações analisadas, o fato de 67% dos cargos de diretoria serem ocupados por mulheres coloca a companhia em posição de destaque não apenas sob a ótica social, mas também jurídica e estratégica.


Veste S.A. lidera presença feminina na alta gestão e reforça a relação entre moda, governança e Direito
Imagem/reprodução: divulgação

No Direito da Moda, a composição da liderança de uma empresa dialoga diretamente com práticas de compliance, políticas internas de igualdade de oportunidades e gestão de riscos trabalhistas. Ambientes corporativos diversos tendem a apresentar maior aderência a normas de governança, transparência decisória e prevenção de condutas discriminatórias, temas cada vez mais observados por investidores, fundos e parceiros comerciais, especialmente no segmento premium.


A forte presença feminina ao longo de toda a estrutura da Veste S.A., que conta com 77% de mulheres no quadro de colaboradores, também reforça a coerência entre discurso institucional e prática empresarial. Esse alinhamento reduz vulnerabilidades jurídicas relacionadas a ações trabalhistas, denúncias de assédio, desigualdade salarial e falhas em políticas internas, além de fortalecer a reputação da marca em um mercado altamente sensível a questões éticas.


O histórico da companhia, formada a partir de marcas fundadas por mulheres, como Le Lis e Dudalina, contribui para a construção de um legado que transcende o branding. No campo jurídico, essa herança se reflete em decisões estratégicas que impactam contratos de trabalho, códigos de conduta, programas de liderança e sucessão corporativa. A valorização da liderança feminina passa a ser incorporada como diretriz organizacional, e não como ação pontual de marketing.


Além disso, a diversidade na alta gestão tem reflexos diretos na sustentabilidade do negócio no longo prazo. Investidores e analistas do setor de moda têm associado práticas de equidade de gênero a maior capacidade de inovação, leitura de mercado e adaptação a contextos complexos. No Direito da Moda, isso se traduz em uma abordagem mais responsável da gestão empresarial, capaz de equilibrar crescimento econômico, responsabilidade social e conformidade regulatória.


O caso da Veste S.A. ilustra como diversidade e governança não são temas dissociados do jurídico, mas elementos centrais na estruturação de empresas de moda sólidas, éticas e preparadas para o futuro. Em um setor globalizado e cada vez mais regulado, a liderança feminina deixa de ser exceção para se tornar parâmetro de boas práticas e de maturidade institucional.


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