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O poder jurídico por trás das campanhas de moda: Burberry e Simone Ashley

A Burberry lança sua campanha High Summer 2026 com protagonismo de Simone Ashley, conhecida por seu papel como Kate Sharma na série Bridgerton. A escolha da atriz, ao lado da modelo Alva Claire, reflete uma estratégia que vai além da estética, evidenciando o papel central do Direito da Moda na construção de campanhas globais.


O poder jurídico por trás das campanhas de moda: Burberry e Simone Ashley
Imagem/reprodução: divulgação

A campanha, que traduz o espírito do verão europeu por meio de uma narrativa visual sofisticada e sensorial, é também um exemplo claro de como o uso da imagem é juridicamente estruturado na indústria da moda.


No Fashion Law, o uso da imagem de celebridades e modelos exige contratos detalhados que regulam direitos e obrigações das partes envolvidas. Esses contratos estabelecem aspectos como tempo de uso da imagem, territórios de veiculação, meios de divulgação — incluindo campanhas digitais, impressas e audiovisuais — e cláusulas de exclusividade.


No caso de Simone Ashley, sua associação com a Burberry agrega valor simbólico à marca, especialmente por sua conexão com uma narrativa contemporânea de elegância, diversidade e alcance global. Ao mesmo tempo, a atriz também se beneficia da associação com uma maison histórica, o que evidencia o caráter bidirecional dos contratos de imagem.



Outro ponto relevante está na proteção da reputação. Campanhas desse porte envolvem cláusulas específicas que visam preservar tanto a imagem da marca quanto da personalidade envolvida, prevenindo riscos que possam comprometer o posicionamento de ambas as partes.


A campanha também evidencia a importância da propriedade intelectual no universo da moda. Elementos como o icônico Burberry Check, reinterpretado na coleção, são ativos protegidos juridicamente e fundamentais para a identidade da marca. Sua utilização em campanhas exige controle rigoroso para evitar usos indevidos e preservar seu valor distintivo no mercado.


Além disso, a presença de diversidade na campanha, representada por Alva Claire, reforça uma tendência contemporânea da indústria, que também possui implicações jurídicas, especialmente no que diz respeito à responsabilidade social das marcas e à comunicação publicitária.


Outro aspecto importante envolve os direitos autorais relacionados à campanha. A direção criativa, a fotografia e a produção audiovisual geram obras protegidas, exigindo contratos específicos que garantam a cessão ou licenciamento adequado desses direitos para uso comercial pela marca.


A escolha estética da campanha — com cenas em movimento, ambientação natural e narrativa de lifestyle — também reforça o papel da moda como linguagem cultural. E, no Fashion Law, essa linguagem é estruturada por meio de instrumentos jurídicos que garantem sua exploração segura e estratégica. O caso da Burberry demonstra que, por trás de uma campanha aparentemente leve e aspiracional, existe uma base jurídica sólida que sustenta toda a operação.


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