Novo filme de Angelina Jolie revela bastidores da Paris Fashion Week e questões de Fashion Law
- JURÍDICO FASHION

- 21 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
O drama Couture, dirigido por Alice Winocour, transporta o espectador para os bastidores da Paris Fashion Week, acompanhando Angelina Jolie como Maxine, cineasta de 40 anos que, após um diagnóstico de câncer de mama, busca equilibrar sua experiência pessoal com o registro documental do universo da moda.

O elenco também conta com Louis Garrel, Anyier Anei, no papel de Ada, uma modelo sul-sudanesa em busca de independência, e Ella Rumpf como Angèle, maquiadora que enfrenta pressões silenciosas para se manter no topo. Com estreia marcada para 7 de setembro no Festival Internacional de Cinema de Toronto, o longa traz narrativa bilíngue, em inglês e francês, explorando o universo feminino na moda e desconstruindo o glamour para mostrar histórias de luta, vulnerabilidade e solidariedade.
No contexto do Direito da Moda, o filme ilustra questões essenciais como contratos de modelos e equipe de bastidores, direitos de imagem de artistas e profissionais, proteção de criações e licenciamento de marcas que participam de desfiles e produções cinematográficas. Cada cena de passarela e cada look exibido refletem processos jurídicos que asseguram a legalidade, autenticidade e segurança de criações e da própria marca, lembrando que moda e cinema caminham lado a lado com a proteção de direitos intelectuais.
Além disso, produções como Couture evidenciam a necessidade de contratos claros e negociações éticas, sobretudo em eventos internacionais como a Paris Fashion Week, onde direitos autorais, propriedade intelectual e compliance regulatório tornam-se fundamentais para o sucesso e a integridade de marcas, profissionais e artistas. O filme mostra, de forma sensível, que a moda não é apenas estética: é também um ecossistema jurídico complexo e estratégico.
Outro ponto relevante é a relação entre marketing, branding e licenciamento de imagem. Cada desfile e cada cena de bastidores exigem acordos legais para o uso de marcas, estampas e peças icônicas, além de autorizações para o registro de filmagens e fotografias que podem ser utilizadas em campanhas publicitárias. A proteção desses direitos é essencial não apenas para a preservação da imagem da marca, mas também para garantir que os profissionais envolvidos recebam a devida remuneração e reconhecimento pelo seu trabalho.
Além dos aspectos contratuais, Couture evidencia a importância da transparência e da ética na gestão de talentos, especialmente em um setor marcado por alta rotatividade, competições intensas e pressões de performance. Modelos, maquiadores, fotógrafos e outros profissionais estão sujeitos a condições que demandam regulamentação precisa, algo que o Fashion Law busca assegurar, garantindo que o glamour da passarela não comprometa os direitos individuais e coletivos.
Por fim, o longa funciona como um laboratório para debates sobre Fashion Law, mostrando que moda, cinema e direito caminham juntos. Eventos como a Paris Fashion Week tornam-se arenas onde legislação, criatividade e ética se entrelaçam, reforçando que o sucesso de qualquer produção depende do equilíbrio entre expressão artística e conformidade legal.
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