Moda e ESG: Lojas Renner entra para o ranking das 100 empresas mais sustentáveis do mundo
- JURÍDICO FASHION

- há 6 horas
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A presença da Lojas Renner S.A. como a única empresa brasileira entre as 100 companhias mais sustentáveis do mundo no ranking “World’s Most Sustainable Companies 2026”, elaborado pela revista Time em parceria com a Statista, demonstra uma transformação cada vez mais evidente na indústria da moda: o ESG deixou de representar apenas um compromisso institucional para ocupar posição estratégica na gestão empresarial e na competitividade global.

A varejista conquistou a 16ª colocação entre 750 empresas avaliadas em mais de 40 países, avançando 12 posições em relação à edição anterior. O levantamento considera critérios rigorosos relacionados à gestão ambiental, responsabilidade social, governança corporativa, transparência na divulgação de informações e certificações reconhecidas internacionalmente. Sob a perspectiva do Fashion Law, esse reconhecimento evidencia que as práticas de ESG (Environmental, Social and Governance) passaram a integrar o próprio modelo de negócios das empresas de moda.
A indústria da moda enfrenta desafios significativos relacionados ao consumo de recursos naturais, emissões de carbono, geração de resíduos, condições de trabalho na cadeia produtiva e impactos sociais decorrentes da produção globalizada. Em resposta a esse cenário, investidores, consumidores, instituições financeiras e órgãos reguladores passaram a exigir níveis cada vez maiores de transparência e responsabilidade corporativa.
Nesse contexto, o Direito da Moda desempenha papel essencial na estruturação jurídica dessas práticas. A implementação de políticas de ESG envolve muito mais do que ações ambientais isoladas. Ela exige a criação de mecanismos de governança corporativa, programas de compliance, códigos de conduta, auditorias em fornecedores, gestão de riscos, contratos sustentáveis e procedimentos que assegurem o cumprimento de normas nacionais e internacionais.
A transparência também assume papel central. Empresas que divulgam informações ambientais, sociais e de governança precisam garantir que esses dados sejam verdadeiros, verificáveis e compatíveis com a realidade operacional da organização. Essa preocupação ganha ainda mais importância diante do crescimento das discussões envolvendo o chamado greenwashing, prática caracterizada pela divulgação de alegações ambientais enganosas ou sem respaldo técnico. O Fashion Law atua justamente na prevenção desses riscos, oferecendo suporte jurídico para que campanhas institucionais, relatórios de sustentabilidade e estratégias de comunicação estejam alinhados à legislação aplicável e às melhores práticas internacionais.
Outro aspecto relevante diz respeito à crescente internacionalização dos padrões de sustentabilidade. Diversos mercados consumidores vêm adotando novas regulamentações relacionadas à diligência devida em direitos humanos, rastreabilidade de cadeias produtivas, economia circular, passaporte digital de produtos, responsabilidade ambiental e divulgação de informações climáticas. Empresas que desejam manter relações comerciais internacionais precisam acompanhar essa evolução regulatória.
Além do aspecto jurídico, o ESG tornou-se um importante fator de competitividade.
Instituições financeiras utilizam indicadores ambientais e sociais na análise de crédito. Investidores avaliam riscos de governança antes de realizar aportes. Grandes varejistas exigem padrões mínimos de sustentabilidade de seus fornecedores. Consumidores valorizam marcas comprometidas com responsabilidade socioambiental.
Nesse cenário, sustentabilidade deixa de representar apenas um valor institucional e passa a constituir um ativo estratégico para a própria continuidade dos negócios. O reconhecimento internacional obtido pela Lojas Renner reforça essa tendência. Mais do que ocupar uma posição de destaque em um ranking global, a empresa demonstra que práticas consistentes de governança, responsabilidade socioambiental e transparência podem fortalecer a reputação corporativa e gerar vantagem competitiva em um mercado cada vez mais exigente.
O Fashion Law acompanha essa transformação ao integrar Direito Empresarial, Compliance, Governança Corporativa, Direito Ambiental, Direito do Consumidor, Direito do Trabalho e Propriedade Intelectual, oferecendo segurança jurídica para que empresas da moda desenvolvam estratégias sustentáveis de longo prazo. À medida que novas regulamentações internacionais entram em vigor e consumidores passam a exigir maior responsabilidade das marcas, o ESG tende a consolidar-se não apenas como um diferencial competitivo, mas como um elemento indispensável da gestão jurídica e empresarial na indústria da moda.
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