Mirumi: a tecnologia se torna acessório e desafia o Fashion Law
- JURÍDICO FASHION

- há 5 dias
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O Mirumi mini attachable robot representa uma mudança significativa na forma como a tecnologia se insere no universo da moda. Desenvolvido pela Yukai Engineering, o pequeno robô portátil foi concebido para ser usado como acessório, fixado a bolsas, mochilas ou roupas, reagindo de maneira sensível ao ambiente por meio de toques, sons e movimentos. Mais do que um dispositivo tecnológico, o Mirumi propõe uma relação afetiva e estética com o usuário.

Ao eliminar telas, comandos diretos e interfaces tradicionais, o projeto aposta em gestos sutis, movimentos espontâneos e design emocional. Essa escolha desloca o foco da tecnologia da produtividade para a experiência, aproximando o robô de objetos de moda que comunicam identidade, humor e pertencimento. Nesse sentido, o Mirumi ocupa um espaço híbrido entre acessório, wearable tech e objeto de design.
Essa convergência levanta importantes reflexões dentro do Direito da Moda. Quando um produto tecnológico passa a integrar o vestuário ou o styling, surgem desafios quanto à sua classificação jurídica: trata-se de um acessório de moda, um dispositivo eletrônico ou ambos? Essa definição impacta diretamente regimes de tributação, rotulagem, responsabilidade por vícios do produto, normas de segurança e até estratégias de comercialização.

O design do Mirumi, com revestimento têxtil felpudo e estética amigável, também evidencia a relevância da proteção jurídica do design e da propriedade intelectual. Elementos como forma, textura, comportamento programado e identidade visual podem ser protegidos por registros de desenho industrial, direitos autorais e segredos industriais, especialmente quando o diferencial do produto está justamente na experiência sensorial que ele oferece.

Além disso, o desenvolvimento de tecnologia vestível envolve contratos complexos de licenciamento, parcerias entre engenheiros, designers e marcas de moda, bem como atenção à responsabilidade civil. Ainda que o Mirumi não colete dados nem execute comandos, seu uso no corpo e em acessórios exige análise cuidadosa sobre segurança do consumidor e conformidade regulatória em diferentes mercados.
O Mirumi mini attachable robot sinaliza uma tendência clara: o futuro da moda não está apenas nos tecidos ou nas silhuetas, mas também na incorporação de tecnologias sensíveis, emocionais e integradas ao cotidiano. Para o Fashion Law, isso representa um campo fértil de discussão, onde inovação criativa e estrutura jurídica precisam caminhar juntas para garantir segurança, valor e sustentabilidade aos novos modelos de negócio.
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