Louis Vuitton celebra 130 anos de seu monograma: o poder jurídico da identidade na moda
- JURÍDICO FASHION

- 19 de jan.
- 2 min de leitura
Em 2026, a Louis Vuitton celebra os 130 anos de seu monograma, um dos símbolos mais reconhecidos e valiosos da história da moda. A comemoração se inicia com o lançamento da coleção “Monogram Anniversary”, que inaugura um ano inteiro de homenagens ao padrão criado em 1896 por Georges Vuitton e que se tornou um dos maiores ativos intangíveis da indústria do luxo.

Desde a sua origem, o monograma foi concebido como uma resposta estratégica a um problema jurídico recorrente no setor: a cópia e a falsificação. Ao criar um padrão visual único, composto pelas iniciais LV e motivos florais estilizados, Georges Vuitton transformou a proteção técnica em linguagem estética. Registrado oficialmente em 1897, o monograma nasceu como um instrumento de proteção da autoria e da autenticidade, antecipando conceitos centrais do atual Direito da Moda e da Propriedade Intelectual.

A coleção “Monogram Anniversary” é composta por três cápsulas que reinterpretam essa herança sob diferentes perspectivas. “Monogram Origine” revisita o padrão original em um novo canvas de linho e algodão, inspirado em registros históricos da maison, conectando memória, durabilidade e design contemporâneo. “VVN” celebra o couro natural curtido vegetalmente, um saber-fazer histórico da Louis Vuitton, enquanto “Time Trunk” transforma a tradição dos baús da marca em uma sofisticada estampa trompe-l’œil, unindo arte, tecnologia e ilusão visual.
Essas releituras reforçam como a identidade visual de uma marca não é estática, mas sim um ativo vivo, que pode ser atualizado sem perder sua essência jurídica e simbólica. No Direito da Moda, essa capacidade de evolução controlada é fundamental para manter a proteção legal do signo distintivo, evitando diluição da marca e garantindo sua exclusividade no mercado global.

As bolsas icônicas celebradas nas coleções — como Speedy, Keepall, Noé, Alma e Neverfull — evidenciam como o monograma atravessou diferentes épocas, suportando mudanças de comportamento, de consumo e de estilo de vida, sem jamais perder sua força jurídica. Esse percurso só é possível graças a uma gestão rigorosa de marca, que envolve registros, renovações, fiscalização de uso e atuação constante contra a falsificação.

O caso da Louis Vuitton ilustra, de forma exemplar, como o Direito da Moda sustenta o valor econômico e simbólico das grandes maisons. O monograma não é apenas um elemento estético, mas um verdadeiro patrimônio jurídico, cultural e financeiro. Para designers, empresários, estudantes e profissionais da moda, trata-se de um lembrete claro de que identidade, autoria e proteção legal caminham juntas na construção de marcas fortes, duradouras e globais.
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