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L’Oréal aposta em tecnologia infravermelha e dá um novo futuro ao selfcare na indústria da beleza

A L’Oréal reforça seu protagonismo na interseção entre beleza, ciência e tecnologia ao apresentar, durante a Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, uma nova geração de dispositivos baseados em tecnologia infravermelha. A estratégia evidencia como o grupo francês enxerga o futuro do selfcare não apenas como cosmético, mas como uma experiência tecnológica sofisticada, integrada e cientificamente validada.


L'Oréal aposta em tecnologia infravermelha e dá um novo futuro ao selfceare na indústria da beleza
Imagem/reprodução: divulgação

Entre as inovações anunciadas estão uma chapinha multifuncional com tecnologia de luz infravermelha próxima e máscaras de LED voltadas para a região dos olhos, ambas com lançamento previsto para 2027 sob marcas do portfólio da companhia, como Lancôme, Vichy, SkinCeuticals, L’Oréal Professionnel e Redken. A proposta é transformar rotinas cotidianas em experiências de alto desempenho, combinando design industrial, engenharia avançada e validação científica.


O movimento não surge de forma isolada. Nos últimos anos, a L’Oréal vem apostando consistentemente na tecnologia infravermelha como uma alternativa mais eficiente e menos agressiva aos métodos tradicionais baseados apenas em calor. O AirLight Pro, secador profissional lançado em 2024, já materializava essa estratégia ao utilizar luz infravermelha próxima para secar os fios com maior rapidez e menor exposição térmica, consolidando a aceitação desse tipo de tecnologia em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia.


L'Oréal aposta em tecnologia infravermelha e dá um novo futuro ao selfceare na indústria da beleza
Imagem/reprodução: divulgação

A principal inovação capilar apresentada agora, o Light Straight + Multi-styler, aprofunda essa lógica. Desenvolvido integralmente nos laboratórios da L’Oréal, o dispositivo utiliza luz infravermelha próxima combinada a placas de vidro que não ultrapassam 320 graus Fahrenheit, prometendo alisamento até três vezes mais rápido, fios duas vezes mais lisos e uso significativamente menor de calor. Além disso, a multifuncionalidade permite criar ondas e cachos, ampliando a proposta de versatilidade do produto.


No campo do skincare, a tecnologia infravermelha também ganha protagonismo com as novas máscaras de LED para a região dos olhos. Utilizando luz vermelha e infravermelha próxima em sessões de 10 minutos, os dispositivos contam com 16 chips de LED por máscara, totalizando 32 LEDs no par. Desenvolvidas em parceria com a iSmart Developments, as máscaras são feitas de material fino e flexível, adaptando-se ao rosto e permitindo a expansão para outras áreas, como queixo, pescoço e, futuramente, uma máscara facial completa.


L'Oréal aposta em tecnologia infravermelha e dá um novo futuro ao selfceare na indústria da beleza
Imagem/reprodução: divulgação

Sob a perspectiva do Direito da Moda e da Beleza, a expansão desses dispositivos tecnológicos levanta questões jurídicas relevantes. Produtos que combinam cosmética, engenharia e tecnologia demandam atenção especial quanto à classificação regulatória, certificações de segurança, responsabilidade por eventuais danos ao consumidor e transparência na comunicação de benefícios. A promessa de resultados baseada em ciência exige lastro técnico e jurídico, especialmente em mercados com legislações rigorosas de proteção ao consumidor.


Além disso, a inovação tecnológica fortalece o papel da propriedade intelectual como ativo estratégico. Patentes, segredos industriais, design de produto e softwares embarcados tornam-se centrais na proteção da vantagem competitiva dessas soluções. Em um setor altamente competitivo, a proteção jurídica da tecnologia desenvolvida passa a ser tão relevante quanto a construção da marca.


L'Oréal aposta em tecnologia infravermelha e dá um novo futuro ao selfceare na indústria da beleza
Imagem/reprodução: divulgação

A apresentação na CES também dialoga com iniciativas anteriores do grupo, como o Cell Bioprint, dispositivo anunciado em 2025 em parceria com a startup NanoEnTek, capaz de analisar proteínas da pele e antecipar necessidades futuras do consumidor. Esse avanço reforça uma tendência clara: a personalização baseada em dados e tecnologia como novo padrão da experiência de beleza.


Ao apostar em chapinhas, máscaras e dispositivos baseados em luz, a L’Oréal sinaliza uma mudança estrutural na indústria da beleza. Mais do que lançar gadgets, a empresa contribui para redefinir como produtos são desenvolvidos, regulados, protegidos juridicamente e consumidos. Um movimento que impacta diretamente profissionais da moda, beleza, tecnologia e direito, e que deve moldar o futuro do setor nos próximos anos.


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